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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

* Quando a sexta-feira chega... *


A velinha azul, que representa o pedido de Maria Flor para encontrar logo um moço alto, loiro, leal e que se dê bem com crianças, se apaga.
A estrela no céu que estava deprimida pois não tinha mais o brilho de outrora resolveu se suicidar. Virou então cadente.
Os meninos ficaram tão tristes que nem conseguiram terminar a partida de gudes.
Os peixinhos do mar não ficaram mais se mandando beijos com as bocas que antes não paravam um minuto sequer. Ficaram chateados e se esconderam por entre as algas.
Os morangos de tanto chorarem, se tornaram mais líquidos e foram acabar em cima de biscoitos em forma de geléia.
As cerejeiras não deram um cereja sequer.
Os dedinhos que formavam um coração com suas pontas naquele momento não se encontraram.
A senhorita pobre, mas ainda assim corajosa, modesta, bonita, alegre, inteligente que era a "mocinha" do filme nunca encontrou o príncípe encantado.
O sol foi embora, para trás das montanhas onde não mais conseguimos enxergá-lo.
A dor de cabeça atormentou por horas o poeta.
A torta de chocolate brigou com os ovos moles. Coitadinhas das castanhas açucaradas que acabaram órfãs.
E o meu músculo "amoreado" ficou triste e solitário...
quando na tarde de sexta-feira ela teve que ir embora.


PS: Mas ainda assim ele (meu coração) voltará a sorrir na segunda, quando nós dois estivermos juntos.

Um comentário:

  1. Poxa... Muito bom Arthur! Adorei seu texto! (Como sempre muito legal). Ao parar pra analisar esse texto percebi uma forte "trajetória" por trás dele! Isso é bom, pois você fala não só o que está acontecendo mais também todas as "entrelinhas" do texto! Ameeii! BjO

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