A verdade é que já estava tarde.
E era segunda-feira.
Ou domingo.
Ou qualquer dia da semana e não importa.
Estava frio.
E o céu quase chovia de tão frio.
E de repente a explicação para aquilo que ele carregava dentro de si estivesse perto de uma daquelas ruas em que a Orla quase beija a Paralela.
Ele estava um tanto cabisbaixo...
talvez por tê-la deixado tão apressadamente.
Atravessou a rua pensando no par de faróis verdes que sempre o observavam como se fosse o melhor homem do mundo.
Olhou então através da janela que separava a rua gélida de uma dessas noites do bar quentinho e azul que tem nome de santo, cerveja boa, ambiente animado e preços salgados.
E lá na tela aparecia então a mulher com que um dia (há muito tempo atrás) fora a sua musa.
"Colada" na parede, com os cabelos soltos ao lado de um qualquer segurando uma cerveja qualquer estava Claudia Leite em um anúncio de cerveja qualquer.
Ele sorriu.
Claudinha ainda o fazia um pouquinho feliz.
Chegando em casa correu até o telefone.
Ligou para aquele número que sua memória gostava de repetir.
Ela atendeu (e com a alegria provacada pela mordernidade através do identificador de chamadas) e voz doce, bem docinha disse assim:
- Olá, amor...
- Oi, só liguei pra dizer que nem a Claudinha Leite é tão bonita quanto tu.
PS: Não ia postar esse mas alguém gostou, disse que era bonitinho. :)
PS2: Com algumas modificações do original mas com a essência mantida.


